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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

DF se mobiliza por SC

Brasília também se mobiliza para arrecadar donativos para os atingidos pela tragédia provocada pelas chuvas em Santa Catarina. Neste momento, os flagelados necessitam com urgência de alimentos prontos para o consumo (biscoitos, entalatados, barras de cereiais, água, isotônicos...), materiais de higiene pessoal (sabonete, absorventes, fraldas descartáveis...) , roupas, cobertores e calçados, que devem ter numeração marcada do lado de fora, com caneta, bem como ter cada um dos pés amarrados, para evitar que os pares se percam.

As doações podem ser feitas em postos policiais, quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, delegacias de polícias, agências do Na Hora e nas sedes das administrações regionais do Distrito Federal. Cada administração terá dois caminhões à disposição, cedidos pelo Sindicato dos Caminhoneiros, para levar o material até Santa Catarina.

Cinco médicos e 15 enfermeiros da Secretaria de Saúde, todos voluntários, também irão à Santa Catarina ajudar no atendimento às vítimas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

45 horas de tensão


O que era para durar 4 horas durou quase dois dias. 45 horas foi o tempo que minha cunhada levou para sair de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, e chegar a Florianópolis. Ela ainda não se recuperou da maratona, mas conta em seu blog um pouquinho da saga no meio da enchente. Teve sorte, está inteirinha. Clique aqui par ver.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Conta, ajuda e informações

O Blog Sambaqui na Rede, do camarada Celso Martins, está repleto de informações sobre a situação de Santa Catarina. Traz, por exemplo, a notícia que a Defesa Civil catarinense abriu hoje duas contas bancárias para receber doações em dinheiro destinadas as pessoas atingidas pelas cheias.

São elas:

Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0

Diz o Celso que os recursos serão usados na compra de mantimentos para os desalojados, segundo informação da Secretaria de Estado de Comunicação.

"Adispois tem di fiscalizá né, pra sabê qualifoi", diria "seu Bicaca", lá do Pântano do Sul.

Outro endereço interessante é o Coluna Extra, do camarada Alexandre Gonçalves, que reúne, via twister, uma série de informações sobre a situação em Santa Catarina. Sua idéia foi parar no Diarinho, que, impedido pela chuva de circular, está no ar com um blog de emergência.

Santa Catarina dos Alagados

Santa Catarina está debaixo d'água e alguns de meus parentes sofrem com os efeitos da chuva que não dá trégua no meu estado natal.

Minha cunhada Adilene está ilhada entre Barra Velha e Piçarras e não consegue retornar para Floripa. Vindo de Jaraguá do Sul topou com uma barreira monstro em Piçarras, no litoral Norte. Tentou retornar para casa de minha sobra, em Jaraguá, mas foi impedida por outra queda de barreira, desta vez em Barra Velha. Passou a noite de domingo para segunda-feira em um posto de combustíveis, onde se aglomeravam milhares de viajantes. A água acabou em poucas horas e a comida também rareou. Sorte que carregava na mala uma "cuca" da mamãe alemoa e dois potes de feijão. Hoje conseguiu, pelo menos, chegar até Penha, por um desvio, onde se alojou em uma pousada. A previsão para liberação da BR-101 é de cinco dias.

Meus pais tiveram mais sorte. Estavam em Águas Mornas, no sítio, e conseguiram uma brecha para sair de lá no domingo, após a liberação de uma barreira. Foi só passarem que caíram mais algumas. Hoje, uma cratera levou parte da pista da BR-282. Contaram com ajuda do destino e já estão a salvo em Floripa.

Deixo aqui minha solidarieda às famílias dos (até gora) 47 mortos, 12.484 pessoas que precisaram ir para abrigos e 7.357 desalojados, totalizando 19.841 pessoas que tiveram de sair de casa.

Aqui em Brasília os parlamentares se movimentam para ampliar a ajuda do governo federal para o estado. É hora de deixar as diferenças de lado e somar esforçar para socorrer as vítimas desse tragédia.

Lanço aqui uma idéia: Que tal lançar um pedágio solidário, nessa época que se aproxima a temporada, para pedir aos turistas uma ajuda para as vítimas desse desastre natural. Acho que uma campanha dessas seria muito bem recebida pelo pessoal que curte nosso belo litoral. Ao voltar para casa, depois de curtirem merecidas férias, poderão levar na bagagem a certeza de que ajudaram a reerguer a vida de muitas das famílias que os acolhem todo ano.
Foto: Tatyana Azevedo do Clic RBS.