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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cigarrinho fiado

O Sílvio, dono de um boteco que eu frequento aqui em Brasília, é daqueles comerciantes que seguram o freguês no balcão com suas histórias. Ontem, contou uma inacreditável.

Relata o Sílvio que um velho freguês chegou no bar pedindo um maço de cigarro fiado. Anotar na caderneta esse tipo de produto é uma espécie de tabu para dono de boteco. Com o Sílvio não é diferente. Alegou que comprava cigarro à vista, que não podia fazer um negócio desse, que ia virar mania no bar, enfim, que não vendia cigarro fiado. O cliente, conformado, lhe pediu então dois reais emprestado.

Pego de surpresa e para não ser taxado de sovina na frente dos outros fregueses, Silvio tirou do bolso a nota e entregou para o camarada.

Agradecido, o sujeito deu a volta no bloco e retornou todo sorridente no boteco. Bateu com a mão no balcão e esticou a nota em direção ao dono.

_ Ô Sílvio! Me dá um maço de Derby!

sábado, 4 de outubro de 2008

Histórias sobre cigarro 2

Ciro Gomes é um fumante inveterado. Por isso, entrevistas longas em estúdios de televisão ainda são um suplício pra ele.

Certa vez, na campanha presidencial de 2002, ele dava uma entrevista para a TV Câmara. No lado de fora os jornalistas dos demais veículos o aguardavam para a tradidicional "apertada diária", quando o candidato costumava soltar suas "patadas".

Como eu assessorava o partido dele, sempre sobrava para mim "trabalhar na camaradagem" em suas aparições em Brasília. Lembro que ele nem me chamava pelo nome. Dizia assim:

_ Ô menino, pega aquele relatório ali pra mim.

Mas nesse dia me vinguei:

Ciro saiu do estúdio louco pra fumar. Vem em minha direção e, na frente da jornalistada, mete a mão no bolso de minha camisa e pega um cigarro, no que se dá o seguinte diálogo:

_ Pode botar de volta.

_ Qual é Botelho? (nessa hora lembrou o meu)

_ Tô falando pra botar de volta (emburrado ele botou)

_ Agora pede por favor.

_ Por favor, me dá um cigarro pelo amor de Deus.

_ Agora sim.

E entreguei o cigarro pro desesperado.

Histórias sobre cigarro 1

Essa é dos tempos em que ainda podia fumar nos corredores da Câmara dos Deputados.

Tava lá eu, pitando um cigarrim no anexo das comissões, quando passa uma senhora rechonchuda. Ela olha pra mim e diz:

_ Tu não sabe que cigarro faz mal a saúde.

No que respondi de pronto, sem pensar:

_ Comer demais também.

A gordona seguiu seu caminho resmungando impropérios contra minha pessoa.